sexta-feira, 3 de setembro de 2010
O trabalho é ainda maior...
Eu mesma só tive contato com eles por duas vezes, em um longo período, talvez um pouco mais de um ano. A primeira vez fui homenageada como escritora. Confesso que fiquei muito emocionada, estava sendo reconhecida por um grupo de pessoas da minha cidade, na presença do meu filho e amigos. Como disse, na oportunidade, estava vendo a sementinha que plantei há tempos dando frutos.
A segunda vez que nos encontramos foi no mês passado. Pedi para um dos membros para participar da reunião mensal da entidade. O motivo é que tenho ainda dois outros projetos de livros, ambos começados, aliás, um deles praticamente na conclusão. Porém, por uma série de fatores, estão parados e eu fui em busca de incentivo, de apoio moral mesmo, para retomá-los. Nada como estar no meio, para nos envolver mais.
Foi um encontro bastante produtivo. Discutiram um concurso de fotografia que está na fase final e que envolveu estudantes e adultos. Decidiram ainda a organização de outro evento para homenagear mais escritores novaodessenses. Nesta data haverá uma palestra com o consultor e escritor Zanco e ainda orientações sobre publicações em pequenas quantidades. Isso porque não há nada mais frustrante que você produzir, elaborar um livro e este não sair do seu rascunho, ou do seu computador. Escrevemos não somente para expor nossas idéias, o que há no nosso íntimo, expressar o que pensamos sobre este ou aquele assunto. Não, escrevemos por tudo isso sim, porém para que as outras pessoas tenham acesso a tudo isso.
E mais, na mesma reunião trataram também de reforçar as datas do projeto “Leitura na Praça”, que ocorre duas vezes por mês, sendo que no segundo sábado é na Praça do Jardim Santa Rita e no quarto sábado na Praça Central José Gazzetta. A associação tem dezenas de livros e empresta a quem tiver interesse, sem nenhum controle, sem nenhum registro, apenas na confiança de que as obras vão e voltam para que outros tenham acesso.
Com tudo isso, pude ver que o trabalho é ainda maior. Parabéns a todos que se envolvem com a Seno, que esta entidade possa crescer mais e mais e atinja muitas outras pessoas.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Afetividade
Os trabalhos tiveram início com cada um dos participantes enchendo uma bexiga, imaginado que aquele era o seu amor. E todos deveriam cuidar daquele objeto, como se fosse a pessoa mais querida de sua vida. Engraçado como muitas vezes não damos importância ou descuidamos dos nossos amores. E na brincadeira, a psicóloga mostrava isso de tempos em tempos “olha, cuidado..., onde está o seu amor?”, questionava. “Está embaixo do braço, embaixo do banco, dentro da sacola?”, continuavam os questionamentos. Embora muitos rissem, essa pequena atividade serviu sim para pensarmos como estamos tratando as pessoas queridas.
Na parte da dinâmica veio ainda um puxão de orelhas maior. Tínhamos, em mãos, sete pequenos pedaços de papéis e uma caneta. Deveríamos numerá-los e escrever em cada um o que mais ocupava nosso tempo, no dia-a-dia, com o que era nossa maior dedicação. As “ditas” prioridades. E dando sequencia à dinâmica ela pediu para que imaginássemos uma situação, a qual o local em que morávamos tinha sido totalmente destruído e tínhamos que nos mudar e assim abrir mão da sétima e depois da sexta e da quinta prioridade.
Os participantes reclamavam a cada exclusão. Embora fosse uma simples brincadeira, sentíamos a dor da perda. Alguns de nós, eu, por exemplo, tinha no item cinco o social com a família e amigos. E ai começamos a mentalizar se tivéssemos que abrir mão de mais e mais coisas que julgamos ser prioridade na nossa vida. Percebi que o trabalho estava em primeiro lugar, os cuidados com a casa
E ainda na brincadeira pudemos mudar a ordem das coisas como gostaríamos que fosse e então o filho, o marido, a esposa, os amigos, os prazeres foram para o topo da lista. Confesso que ao escrever isso ainda fico emocionada. O que fazemos da nossa vida? O que é prioridade para nós? Como estamos tratando as pessoas que nos amam, que nós amamos e que nos cercam? A gente se esquece como o tempo passa rápido e como tudo fica para traz. E o que podemos carregar, manter dentro de nós, é a educação, a cultura, o aprendizado, as emoções, os amores...
Mas a dinâmica nos mostrou ainda que em qualquer momento da vida temos oportunidades de mudanças. Não significa que será feito da noite para o dia, mas podemos nos esforçar e valorizar o que realmente tem valor na vida, as pessoas e os relacionamentos.
Outro ponto relevante é que devemos estar em primeiro lugar nesta lista de prioridades e assim fazer as coisas para nós mesmos com muito prazer, nos presenteando com o que há de melhor. Sim, ela reforçou isso. Muitas pessoas colocam gasolina “maxi”, aditivada, a melhor peça e outras coisas no seu carro, levam o melhor para a casa, para um filho ou cônjuge. E para nós? O que temos feito por nós mesmos? Temos nos presenteado? Mesmo que com pequenos momentos de prazer, como ela mesma citou, ir a uma sorveteria e parar por um tempo para saborear um gostoso sorvete. Ou mesmo deixar a TV de lado e curtir um pouquinho uma noite enluarada com seu parceiro?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Presidente, esperar para ver...
Mas falando em Brasil, os nomes pipocam e a situação para dar continuidade ao atual governo deve se complicar. Embora as definições só devam ocorrem em setembro, quando estiver clara a situação do domicilio eleitoral, que é uma imposição da lei.
Até o momento o que sabemos é que a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) é a candidata do presidente Lula (PT), mas a senadora Marina Silva (PT-AC) também está no páreo e agora o deputado federal Ciro Gomes (PSB–CE) acaba de anunciar que vai concorrer. O presidente já declarou que gostaria que ele disputasse o governo do Estado de São Paulo, mas ele não quer.
Já na oposição tem os nomes dos dois governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). Segundo pesquisa feita e divulgada pelo Datafolha Serra lidera com vantagem dos demais candidatos, com índice de 37% na intenção dos votos. Mas muita água vai rolar por debaixo da ponte, temos que esperar para ver.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Novo projeto...


incrível como a vida tem caminhos que a gente desconhece... Depois do livro do sr. Decinho, um projeto bastante simples, que nem teve um lançamento oficial, parto para uma nova etapa nesta área.
Surgiram novos pedidos para que eu escrevesse mais três biografias. Aceitei o primeiro. Mais um desafio. Mas algo me incomodava, pois eu já tinha um projeto meu - particular. Escrever um livro sobre a política local, os políticos novaodessenses. Isso... os bastidores! Mas nada de denúncias. A idéia é escrever fatos engraçados. Contos e mais contos de jornalistas, políticos e outras pessoas ligadas a área.
Este trabalho teve início na última sexta-feira (16/05) e quero compartilhar aqui que estou bastante satisfeita com o resultado. Os primeiros entrevistados são ícones: colegas jornalistas, assessores e por que não dizer também político. Tive o privilégio de ouvir, por cerca de 1h30, Luciano Domiciano, Serginho Freire e Renata Pavan.
Este primeiro encontro foi no "Seu Zezinho". Não sei precisar agora a quantidade de contos. Eles falaram cerca de 1h30 sem parar. Histórias e mais histórias, com direito a muito riso e até choro de tanto dar risada.
Foi ótimo!
Mas este é apenas o começo...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Saído do forno...



Pronto! Acaba de sair do forno... o livro “Décio Jacintho Ribeiro – personalidade futebolística e cultural”, de minha autoria. A obra é uma biografia de um morador de Santa Bárbara, senhor que dedicou quase 60 anos de sua vida a trabalhos voluntários, nas mais diversas áreas, ao Esporte Clube União Agrícola Barbarense.
Ainda não há data para o lançamento oficial do livro, uma vez que contará com o apoio da Secretaria de Cultura de Santa Bárbara d´Oeste, que através do Fundo de Cultura aprovou o projeto.
A produção do livro é o resultado de um sonho da família do senhor Decinho, que tinha como objetivo reunir todas as homenagens que ele recebeu, ao longo dos anos, por sua dedicação ao clube. Além da concretização de um projeto meu.
A entrega de alguns exemplares do livro ao senhor Decinho e seus familiares foi feita no dia 12 de abril, em sua casa. Uma cerimônia simples, mas muito emocionante.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Quando terá outro bazar?
Por fim, no frigir dos ovos, algumas pessoas até gostaram da ação do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, pelo menos do desfecho, com o “bazar” feito com os seus pertences. E se for ver, alguns até querem que outros como este apareçam. É o consumismo da população, agregado a curiosidade, no caso das pessoas que queriam ter conhecimento de seus pertences, seus costumes, sua vida particular. O que será que ele usava? Por que tinha tantas coisas? Não tem como negar, infelizmente, no fundo, a população até espera por outro “bazar” como este.
De acordo com divulgação, mais de 5 mil pessoas compareceram ao Jockey Club de São Paulo, nesta terça-feira (08/04). Porém poucas pessoas entraram, a informação é que cerca de 500 pessoas participaram do leilão. No tumulto, houve empurra-empurra e até desmaios. O evento começou ao meio-dia e deveria terminar às 20 horas, mas só durou 2 horas. Para conter as pessoas que ficaram do lado de fora e queriam a todo custo obter algo, os policiais usaram gás de pimenta.
Fico me perguntando, por que as pessoas se sujeitam a passar por isso? Somos consumistas isso é fato, mas até que ponto alguém aceita este tipo de situação para obter um bem durável ou de consumo? Ou é o significado embutido neste processo? Afinal, Abadía tornou uma pessoa “famosa” e ai esquece-se tudo o que há por trás disso. Todo o esquema do tráfico que, entre outras coisas, leva o País cada vez mais para o ralo.
Os produtos, desde peças íntimas, vinhos de um lote especial para a comemoração dos 500 anos do Brasil, até geladeiras, carros, equipamentos de ginástica e outros, avaliados em mais de R$ 2 milhões, foram vendidos até 70% abaixo do preço de mercado.
Um outro bazar foi programado para quarta-feira e os organizadores, esperando uma maior “organização”, distribuíram senhas. E mais, um deles, achou o evento um sucesso.
Fico pensando que algumas pessoas, mas essas são poucas, não querem nenhum desses produtos, nem que seja de graça. Isso porque foi custeado com o dinheiro de drogas, com a vida de alguns, com o vício de outros. Se as pessoas conscientes realmente querem por um fim neste tipo de esquema, um grande protesto seria não aparecer ninguém neste evento, não adquirir uma única peça.
Enquanto isso algumas pessoas pensam e pedem, que venham outros Abadías, não importa o preço pago por isso e sim o quanto eu vou pagar na peça que vou adquirir neste evento. Não havia preocupação se os produtos eram de um traficante acusado até de assassinatos. Uma vendedora comentou que era só jogar sal e água benta em algumas peças. Nesta condição são meros receptadores (crime, no caso de produto roubado), sim, só que, desta vez, de certa forma “legalizada”.
A única coisa boa de toda esta história é que parte do valor arrecadado será doada a algumas instituições de caridade e outra parte será destinada a contas judiciais.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A construção da imagem
É praticamente impossível falar de política, mais especificamente durante esta época de eleição, sem falar da imagem do político. Ou seja, a imagem que ele passa é a base de todo o processo.
Quando fala de imagem, não estou aqui querendo dizer apenas do visual, a forma como se veste. É claro que este é o item número um ao ser avaliado por outros, principalmente por seus eleitores.
Mas digo também da sua postura em relação às pessoas, como se comporta em um evento, por exemplo. O político que quer passar uma imagem de homem sério, trabalhador e representante do povo, não deve, por exemplo, ir a um evento e “tomar todas” como dizem, “ficar alto”. Sair falando dos outros, não respeitar as mulheres, e vice-versa. A mulher, política, também deve ter uma postura à altura de uma representante de classe.
A forma como se porta, mancha ou engrandece a sua imagem. Para isso, basta recordarmos a situação quando um único jornalista, internacional, divulgou que o presidente Luis Inácio Lula da Silva “abusava” da bebida, em alguns eventos. A repercussão foi imediata e causou um forte impacto em sua imagem.
Dentro da linguagem política, o termo imagem apresenta um conceito complexo, pois pertence, ao mesmo tempo, aos campos da publicidade, psicologia e política.
A imagem pode ser arranhada, prejudicada, comprometida. Pode precisar de correções e ajustes. Assim como pode estar em processo de criação, construção ou mudança, com base em todo um trabalho de marketing.
Mas, é importante salientar aqui que alguns políticos, com o tempo, já construíram e solidificaram a sua própria imagem. E já tem um retorno positivo de seu trabalho, muitas vezes de forma até inconsciente. É aquela situação em que as pessoas dizem e se identificam com o “jeitão” dele (político).
Mesmo assim, a cada campanha, a cada nova disputa, o político que pretende se destacar deve rever seus conceitos, juntamente com a sua equipe de trabalho. Deve reavaliar se está no caminho certo. Como está sua imagem de político, perante a sociedade, ao seu eleitor.
Administrar a imagem é um empreendimento complexo e difícil, mas é também um investimento. E a imagem será construída com ou sem a sua participação. É mais sábio que você participe deste processo.
Lembre-se: o sucesso político depende de como você está administrando a sua imagem.
