sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Desanimado? Eu também estava


Amados, foi em uma aula de EBD (Escola Bíblica Dominical) em nossa Igreja Batista Vida Nova, para ser mais precisa na última aula da revista A Cruz de Cristo, com 17 lições baseadas no livro de John Stott, que traz o mesmo título, que tive, digamos, um despertar. Sim, um despertar!

Há algum tempo, talvez possa dizer meses, tenho sentido um certo desânimo, descontentamento em relação a igreja ou mesmo sobre minha comunhão com Deus e não sabia precisar ao certo o que era. Só sei dizer que ia a igreja, aos cultos dominicais e a EBD e poucas vezes saia do templo com a sensação de preenchimento, ao contrário, sentia um certo vazio, como se faltasse algo, como se eu fosse a igreja buscando ser preenchida e nada.

Atribuía isso (minha insatisfação) aos líderes dos mais variados ministérios (louvor, MCA - Mulher Cristã em Ação e até mesmo a classe de juniores, queria ver meu filho adolescente entusiasmado com o sua classe e caminhada em Cristo) e porque não dizer ao pastor, o líder maior dentro da igreja.

Quanto erro! Esperar do próximo, dos líderes, da instituição, dos irmãos!

Por algumas vezes, meditando, achei que o problema estava em mim. Faltava leitura bíblica, faltava uma postura mais firme como cristã, faltava testemunhos. Mas eu relutava dizendo a mim mesma e a algumas irmanzinhas mais próximas que eu estava sempre em oração, buscando a Deus. Então não entendia aquele sentimento. Um conflito dentro de mim.

O entendimento veio nesta aula da EBD, quando estudávamos o livro de Lucas, no capítulo 24, versículos de 13 a 35, que trata sobre a nossa fé. Conta sobre dois homens que andavam com Jesus no caminho de Emaús e não se deram conta disso, seus olhos estavam fechados, a mente bloqueada, suas emoções travadas, sem fé na ressurreição de Jesus Cristo e em tudo o que Ele nos prometeu. 

Como está a sua fé? Que trata sobre o seu caminhar com Jesus. Que trata sobre auxiliar o seu próximo. Você com sua fé fraca ou forte contagia o seu próximo. Sabia disso?

Ao me ver desanimada, porque não estava andando juntinho de Deus, de Jesus como deveria, terminei de forma consciente ou inconsciente contaminando o meu próximo e também fui contaminada da mesma forma. E assim sendo formamos uma corrente de desanimados, de fracos na fé. De esperançosos por ações do nosso próximo.

O que é isso? O problema as vezes sou eu, as vezes não. Mas a solução com certeza sou eu, está em mim, depende de mim!

Temos que ser membros de um mesmo corpo, pessoas que sigam a Jesus, que andem com Ele. Me lembro de uma passagem Bíblica, que me marcou profundamente, há bastante tempo até. Não dizia muito, não era um texto longo, apenas uma frase, mas dizia tudo. Falava de Enoque. “E andou Enoque com Deus (Gn.5.24)”. Olha que cena mais linda. Ele andava com Deus! Nós também podemos. Ele esta conosco o tempo todo e acho que as vezes nos esquecemos disso. Nós temos andado com Deus, com Jesus Cristo?

Saiba que você também pode contagiar a pessoa que esta do seu lado de forma positiva, com muita fé e esperança em Jesus Cristo. Deixando de esperar do outro e fazendo a sua parte. E ai quando todos estiverem em sintonia, vamos seguir um novo caminho, como novo rumo e não existirá mais desânimo. Que os membros sejam pessoas que sigam a Jesus, que andem atrelados a Ele.



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Apadano busca viabilizar CNH para deficientes auditivos


Representantes da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa (Apadano) buscam garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência auditivas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em reunião com Rafael Lançoni, diretor do Ciretran de Nova Odessa, eles fizeram algumas solicitações, entre elas a realização de provas em Libras (Língua Brasileira de Sinais), pois a interpretação para os deficientes auditivos em português e totalmente diferente, além do tempo ser considerado pouco, por não conseguirem fazer a leitura em Português.
Daniel Carlos Tavares, presidente da Apadano, comentou que também solicitaram um interprete de Libras no CFC, assim como um instrutor com conhecimento da técnica. A entidade sugeriu ainda que seja implantada em Nova Odessa uma bancada especial para que os deficientes possam tirar sua Carteira de Habilitação na cidade, sem que tenha que se deslocar para outro município.
O que motivou os representantes da Associação a se reunirem com o diretor do Ciretran e fazer estas reivindicações foi a publicação no Diário Oficial, no último dia 20 de outubro, da Resolução 558/2015, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que torna obrigatória a disponibilização de intérprete de Libras durante o processo para obter a CNH.

“Fomos ouvidos, estamos reivindicando um direito dos deficientes auditivos. Esse foi o primeiro passo, o próximo é uma reunião no Detran, em São Paulo. Quero ainda deixar registrado que o vereador Tiãozinho do Klavin (SDD) tem nos apoiado em mais está questão da Apadano”, afirmou Tavares.

Vereador Tiãozinho participou da reunião.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mulheres fazem a diferença

Setembro de 2014, noite de quinta-feira, passado um pouco das 19h30. Período de campanha eleitoral. Cerca de 50 mulheres, jovens ou com mais experiência, acompanhadas de seus filhos pequenos ou não, se reuniam para discutir política. Sim, a cena chamava a atenção.

A mulher normalmente mais caseira que o homem, principalmente quando casada, com família constituída, dificilmente deixava o lar em um dia de semana à noite, para esta finalidade. Mudanças de tempos.

Imagino que muitas deixaram suas tarefas domésticas em ordem em casa, para evitar ouvir algo do marido ou mesmo de filhos maiores, que não medem mais as palavras para falarem com seus pais e mesmo para fazerem cobranças. Fiquei imaginando, algumas daquelas cidadãs trabalharam durante o dia, chegaram em casa “as carreiras”, agilizaram a janta, o banho, o cuidado com os pequenos e porque não com o esposo e pronto, saíram, rumo ao compromisso já assumido. 

- Tudo em ordem, agora vou para a reunião, quero participar deste processo também!


É muito bom poder participar do processo, não só politico, mas qualquer um que as pessoas julguem importantes para a sua vida. E a política é essencial, a vivenciamos em nosso dia a dia.

E na reunião, desta mesma quinta-feira, quem estava à frente dos trabalhos, liderando, falando, argumentando, instigando um debate? Era também uma mulher, a dona da casa, estava em seu ambiente, todos ali eram seus convidados, Entre o grupo, além de algumas crianças, alguns homens também, a minoria, cerca de uns 10.

Embora muitas ainda participem apenas como ouvintes, algumas até não entendem muito o processo. Tomaram uma atitude, deixaram suas casas, seus sofás aconchegantes e até mesmo a novela para ouvir qual o rumo que o país poderia tomar e saber de qual forma poderiam contribuir para um sistema melhor, com mais educação, mais saúde, habitação e melhores condições de vida a população. 

Quem participou e viu de perto essa cena, sentiu a energia e ficou claro que a mulheres podem, sim, fazer a diferença.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Livro Flor Linda - lançamento em SBO

Agendado para o dia 14 de novembro o lançamento do livro Flor Linda em Santa Bárbara d´Oeste. Será na Estação Cultura  (Avenida Tiradentes, 02, Centro), às 20 horas.

Este é um momento ímpar em minha vida, de muita luta, persistência, gostaria de ver meus amigos, família, pessoas queridas, que me acompanharam nesta jornada.


Estou feliz! Sinto-me realizada!


No dia 19 de agosto fizemos o lançamento em Nova Odessa, foi um sucesso!






filhos de Florinda, Sérgio e Denise



Angolini, parceiro neste projeto






com meu amado filho Luca

Minhas queridas irmãs, da esquerda para a direita: Marilene, Helen, eu, Nice, Marcil e Maricene.
Mais um  projeto concluído, entre tantos traçados ao longo da vida.


domingo, 24 de novembro de 2013

Faça o seu melhor!

Não saberia precisar em porcentagem a quantidade de pessoas que costumam dar o máximo de si em um projeto, seja ele de ordem pessoal ou profissional. Porém, todos nós devemos ter ao menos uma ou duas pessoas próximas que agem desta forma. Eu particularmente acho admirável este comportamento. Parece que a energia, a garra, nunca acabam. É uma vontade de ver as coisas darem certo, incrível.
No livro 21 Minutos de Poder na Vida de um Líder, John C. Maxwell traz um capítulo sobre a Lei da Vitória. O autor frisa que “os vitoriosos tem em comum a incapacidade de aceitar a derrota. Eles tratam de descobrir o que precisa ser feito para alcançar a vitória, lançando mão, para isso, de tudo o que estiver a sua disposição”.
Já a escritora Susan Cain, em sua obra “O Poder dos Quietos”, relata dados de estudos de comportamento que revelam que leva aproximadamente 10 mil horas de prática deliberada para se tornar um verdadeiro especialista. Ela enfatiza ainda que é preciso construir sua competência, com dedicação, degrau por degrau.
Muitas vezes ficamos admirados com a dedicação de bailarinos, pianistas e outros profissionais que treinam horas e horas por dia, formando bolhas e calos nos pés e nas mãos. Mas isso, para eles, é apenas um detalhe, pois eles têm uma meta, um objetivo a atingir. E ai quando vemos uma apresentação, estão milimetricamente perfeitos. É o auge! Missão cumprida! Pelo menos uma etapa, porque nunca param, seguem em frente com novos desafios.
Essa determinação é muito bonita de se ver. Quem nunca observou em uma apresentação de dança ou qualquer outra atividade que tem sempre aquele que se destaca, nos movimentos, postura, entonação. E nossos olhos fixam nessa pessoa, merecidamente porque ela deu o seu melhor para aquele momento. Não que os outros não tenham dado, uns tem maior aptidão para determinada atividade do que outros, mas não vamos entrar neste detalhe.
Aproveito o momento para elogiar duas pessoas que agem desta forma e são próximas a mim. Uma delas é a Camila Vilela, professora de ginástica da Academia Corpo e Energia de Nova Odessa. Ela dá cada aula com paixão. Aos finais de semana participa de oficinas exaustivas para novos treinamentos e as vezes vai até de madrugada estudando as novas coreografias. Durante as aulas está sempre incentivando os alunos e grita: “Não desista!”, “Dê o seu melhor”. Resultado: salas sempre lotadas.
Outro profissional que gostaria de citar, também de Nova Odessa, é o professor de Karatê Ernesto Tarô Nishibara, da Academia Kyodo-Kai. Ele desenvolveu um projeto específico para trabalhar o Karatê, porém não apenas a parte física, mas a emocional também. Este projeto vai além dos exercícios físicos, trabalha o interior das pessoas, é voltado ao conhecimento e requer mudanças de atitude. Em alguns casos possibilita a cura de doenças, recuperação de fraturas com maior facilidade e aumenta significativamente a autoestima. Tarô é muito determinado e como ele mesmo fala é um constante aprendiz, está sempre estudando e em busca de algo a mais para repassar aos seus alunos.
Parabéns a esses profissionais tão competentes e apaixonados pelos seus projetos. O melhor de tudo é que não guardam para si, buscam o melhor para servir ao outro. Que cada um de nós possamos fazer o nosso melhor.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Americana, cidade que nos acolheu

Eu e minha família morávamos em Rancharia, interior de São Paulo, meu pai “tocava” uma roça para o nosso sustento e todos os filhos trabalhavam para ajudar. Eu e minha irmã mais nova fomos as duas únicas que não trabalhamos na roça, pois éramos muito pequenas, cheguei em Americana com apenas seis anos.
A primeira pessoa que veio para Americana, de minha família, foi minha irmã mais velha a Marilene, isso porque meus pais tinham compadres em Americana e falavam de melhores condições de vida.
E foi justamente isso que aconteceu, depois de uma longa viagem de trem chegamos a esta cidade grande, desenvolvida. Logo os meus irmãos mais velhos (éramos em um total de oito) arrumaram emprego em tecelagens, na época, anos 70, o setor têxtil estava em pleno desenvolvimento.
Era outra vida, menos sofrida. Foi em Americana que todos nós estudamos e buscamos melhores condições de vida. Alguns se casaram, constituíram família e o número foi aumentando, com a chegada dos genros, noras e netos. Foi nesta cidade também que construímos nossa casa, uma bela casa na Vila Biasi.
Em uma casa com muitos filhos, uma família grande, com dez pessoas, não foram poucas as vezes que aconteceram desentendimentos. E lá estava a figura de minha mãe que tinha a doce função de apaziguar sempre. Ela era uma mulher robusta, uma pernambucana brava, mas ao mesmo tempo uma mulher sem igual na luta por criar seus filhos e passar os melhores conceitos sobre moral e bom costume. Foi esta cidade, que nos acolheu com tanto carinho, que fui criada, educada, ensinada, por tantos professores. Só temos a agradecer.

Dia das crianças, momento para refletir...

No passado, um tanto distante, há algumas décadas, quando o assunto era criança vinha sempre acompanhado de um sentimento de ingenuidade, alegria, arte, as conhecidas traquinagens, mas algo muito saudável. Era muito bom ver a criançada correndo, pulando, brincando.
Infelizmente, muita coisa mudou. Com a falta da estrutura familiar e a mudança no comportamento da sociedade, a mulher/mãe mais atuante no mercado de trabalho e os pais ou responsáveis cada dia mais atarefados, surge, como reflexo disso, a ausência no lar.
Às vezes a falta de tempo ou mesmo o desinteresse é tão grande que passa despercebido que aquela criancinha está crescendo, e não se observam as companhias e mudanças no comportamento. O que a criança não teve em casa vai buscar fora, e nem sempre acha o que é de melhor.
É triste abrimos o jornal, assistirmos a uma reportagem, ouvir uma noticia no rádio ou ler na internet casos de crimes que envolvem crianças com 10, 11 anos. No meio de quadrilhas que roubam, com pessoas que matam, se prostituindo, se drogando. Onde estão os responsáveis por estes menores que muitas vezes não tem noção do que estão fazendo ou da dimensão do estrago que podem causar? Os corações vão se endurecendo e a banalidade imperando, rouba-se e mata-se por quase nada.  Muitas vezes, os responsáveis estão também neste meio.
Somos todos culpados, a sociedade é culpada pelo degringolar dos conceitos. O que podemos fazer para que isso não se torne ainda pior? Existem muitas instituições, entidades, Ongs, pessoas preocupadas que trabalham valores e conceitos morais, mas não são suficientes. É preciso muito amor para trabalhar com o próximo e transmitir o que é bom. É preciso ainda insistência, paciência e compreensão.
Não podemos fechar os olhos e fingir que isso não está acontecendo ou simplesmente ignorar entendendo que em nossa família está tudo bem. Será? Mesmo que esteja, qualquer um pode ser afetado com o que acontece no dia a dia, nem que seja com o mal estar causado por estas pequenas vidas que sofrem.
Temos sim, ainda, muitas situações com crianças que nos remetem a ingenuidade e a alegria. Mas é preciso abrir os olhos, ver as mudanças e pensar o que podemos fazer para que isso não se perca.